Os dirigentes do Inter poderão receber salários a partir de 2019

Uma  notícia nasceu nos corredores do Beira-Rio e foi publicada pelo colega Leandro Behs. Os dirigentes do Inter poderão receber salários a partir de 2019. A discussão está posta. É boa. Trata do futuro do clube.

Como falo desde muito tempo, o tempo do dirigentes amador desapareceu. Está na memória, na história e em um quadro no estádio.

Remunerar bem o dirigente, com bons salários, prêmios por vitórias, participação nos resultados financeiros a cada temporada, é ótima ideia.

Profissionalizar o clube é o único caminho, uma saída e um atalho para as vitórias. Cobrar o dirigente que recebe salário pelo desempenho de um modo racional é melhor ainda.

Mas o dirigente não pode assumir o posto só pelo seu amor ao clube, paixão e dedicação – nunca pela política do clube. Precisa ter capacidade, conhecimento e experiência. Deve ter uma formação de executivo, conhecer o mercado e exibir um currículo.  Ser um profissional completo.

Os dirigentes (generalizo aqui) dos nossos dias gastam o que o clube não tem e o que não pode ter. Não conseguem manter as contas em dia. Atrasam luvas e salários.  É uma aventura anual.

A discussão que fica é quem escolherá o dirigente remunerado? Como funcionará o processo? Quem nomeará e buscará os mais capacitados? Os conselheiros eleitos pelos sócios, um conselho gestor? Só sócio pode ser dirigente remunerado?  Só colorado deve ocupar o posto?

A discussão é boa, deve ser aprofundada e precisa envolver milhões de colorados.  Mas a notícia é um presente de Natal ao torcedor. O futuro do clube começou.

Fonte: Luiz Zini Pires